20 maio 2016

Brasileirão 2016: rodada 1 X 1 técnico demitido

Foi-se o técnico do Atlético Mineiro...

A dança dos técnicos
Começou a dança dos técnicos no campeonato brasileiro, versão 2016. No ano passado houve praticamente uma troca de técnico a cada rodada. Ou seja, pelas estatísticas, 59 técnicos comandaram 20 clubes em 38 jogos. Claro que alguns eram apenas interinos e só serviram de ponte para a chegada triunfal dos novos contratados. Mesmo assim, haja emoção! Para o Guinness fica o recorde inacreditável de só um clube ter conseguido manter o seu técnico ao longo de todo o campeonato. Foi o Corinthians. E olhem que surpresa! Também foram campeões.

Só o campeão resiste
Portanto, em 2015 só o campeão confiou no seu técnico, o Tite, herói da resistência. Agora, em 2016, começa tudo do zero e coube ao Atlético Mineiro dar o pontapé de saída nas demissões, deixando cair o uruguaio Diego Aguirre após a 1ª rodada, que até foi vitoriosa. Assim, pela lógica, talvez possamos dizer que o Galo já não será campeão este ano. Entraram no Brasileirão frustrados pela derrota na final do campeonato mineiro e ficaram ainda pior com a eliminação nos quartos de final da Copa Libertadores. Quer dizer, o técnico já estava sob grande pressão.

No nanofio da navalha
O nome já avançado para assumir o comando do Atlético de Minas é Marcelo Oliveira, bicampeão pelo rival Cruzeiro, em 2013 e 2014, mas demitido na 4ª rodada do campeonato de 2015, quando era quase unanimemente considerado o melhor técnico do Brasil. Ficou pouco no desemprego e logo foi contratado pelo Palmeiras, onde venceu a segunda prova mais importante do calendário nacional – a Copa do Brasil. Mas depois foi vítima também da Libertadores e... dançou! Enfim, ser técnico de futebol no Brasil é mesmo assim. Significa viver no nanofio da navalha.

... e deve chegar ao Galo o ex-cruzeirense e ex-palmeirense Marcelo Oliveira.

14 maio 2016

Brasileirão 2016 – a emoção voltou!


Começa hoje o Campeonato Brasileiro de futebol. É o Brasileirão 2016! Em 2015 foi campeão o Corinthians. E neste ano, quem será? Diria que, pela tradição, 10 clubes são candidatos ao título, o que é inédito no mundo. Em que parte do globo metade dos clubes participantes num campeonato pode chegar ao fim em primeiro? Na Espanha? Alemanha? Itália? Certamente não! Inglaterra? Ainda não, mas, pelo nível de organização que atingiu o campeonato inglês, pode acontecer algo parecido no futuro. Já no Brasil é o oposto. Tem tudo para se transformar no torneio mais competitivo da face da terra, mas a falta de organização não ajuda ou então os seus dirigentes não deixam. É frustrante ver o país do futebol entregue a gente com outro tipo de interesse que não o de fazer a alegria do povo. Por isso, aquela ideia de que, mais cedo ou mais tarde, o Brasileirão se transformaria numa espécie de NBA do futebol não passa de um sonho. A realidade é bem diferente. Vamos então esquecer os tais dez candidatos ao título. O pior é que também não conseguimos escolher dois ou três.

Os clubes do Brasileirão 2016.  

Afinal, quais são esses clubes de tradição, com muitos títulos e milhares de torcedores? Neste ano, em São Paulo, teremos Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras; no Rio de Janeiro, Flamengo, Fluminense e Botafogo; em Minas Gerais, Atlético Mineiro e Cruzeiro; no Rio Grande do Sul, Grêmio e Internacional. Onze clubes grandes! O problema é que as finanças da maior parte deles é desesperadora. De um ano para o outro podem perder praticamente uma equipa inteira. Por exemplo, o Corinthians campeão teve de vender seis titulares indiscutíveis. E devem sair mais, porque o início do campeonato brasileiro coincide com a janela de transferências na Europa. Assim, pode acontecer o absurdo de um clube começar com um onze titular em maio e terminar com outro completamente diferente em dezembro. Daí que se torna impossível dizer com certeza quem são os verdadeiros candidatos ao título e muito menos o futuro campeão. Mesmo assim não falta emoção, porque a cada jogador que sai, há sempre um emergente que aparece.

Renato Augusto (Corinthians) – o craque do brasileirão 2015. 

O onze ideal do campeonato passado foi: Cássio (Corinthians), Marcos Rocha (Atlético Mineiro), Gil (Corinthians), Jemerson (Atlético Mineiro), Douglas Santos (Atlético Mineiro), Rafael Carioca (Atlético Mineiro), Elias (Corinthians), Renato Augusto (Corinthians), Jadson (Corinthians), Luan (Grêmio) e Ricardo Oliveira (Santos). Renato Augusto foi o craque do Brasileirão e Ricardo Oliveira o artilheiro com 20 gols. O argentino Lucas Pratto (Atlético Mineiro), como o melhor estrangeiro, e Gabriel Jesus (Palmeiras), como revelação, também foram premiados. A seleção brasileira, de Dunga, contou com alguns elementos que se destacaram nesse campeonato de 2015. Elias, Ricardo Oliveira, Lucas Lima (Santos) e Alisson (Internacional) fizeram vários jogos, sobretudo pelas eliminatórias da Copa de 2018, na Rússia. Gil, Renato Augusto, Fred (Fluminense), Robinho (Santos), Marcelo Grohe (Grêmio) também jogaram um pouco, enquanto que Jemerson, Cássio, Douglas Santos e Geferson (Internacional) se contentaram apenas com o prêmio da convocação.

Ricardo Oliveira (Santos), com 35 anos, foi artilheiro do Brasileirão 2015.

A emoção do campeonato não se restringe ao título de campeão. A Copa Libertadores é uma grande tentação e para lá chegar é preciso ficar entre os 4 primeiros classificados. Os clubes brasileiros têm conseguido bons resultados, com 5 títulos em 8 finais nos últimos 10 anos. O grande vencedor dos últimos anos é o Internacional, com dois títulos, mas o curioso é que, nesse período, nunca foi campeão do Brasil. Aliás, os clubes gaúchos, do Rio Grande do Sul, há muito que não vencem o Brasileirão. Ainda nos últimos 10 anos, o clube mais vencedor é o São Paulo com 3 títulos de campeão brasileiro, seguido por Cruzeiro, 2; Fluminense, 2; Corinthians, 2, e Flamengo, 1. O estado de São Paulo comanda com 5 títulos, contra 3 do Rio de Janeiro e 2 de Minas Gerais. A luta para não descer de divisão é também muito acirrada e chega a ser dramática. Nos últimos anos, pelo menos um grande clube caiu. O histórico Vasco da Gama é o campeão da descida. Em 10 anos caiu três vezes na série B. Corinthians, Palmeiras e Botafogo também foram lá parar.

Gabriel Jesus (Palmeiras), com 18 anos, foi a grande revelação do Brasileirão 2015.

O Brasileirão começa com alguns clubes em festa, comemorando os títulos regionais. São os casos do Internacional, campeão no Rio Grande do Sul; Santos, em São Paulo; Atlético Paranaense, no Paraná; Chapecoense, em Santa Catarina, e ainda os recém-promovidos Santa Cruz, campeão em Pernambuco; Vitória, na Bahia, e América Mineiro, em Minas Gerais. Desses, apenas Santos, Internacional e Santa Cruz venceram também em 2015. Mas, ser campeão regional não significa sucesso garantido no campeonato brasileiro. No ano passado, o Vasco da Gama foi campeão do Rio de Janeiro em maio e caiu para a segunda em dezembro. O Goiás também. Aliás, estes dois clubes repetiram o título este ano, mas vão disputar a série B. O Internacional é campeão gaúcho pela 6ª vez consecutiva, mas fica sempre longe do título brasileiro. Pior é o Grêmio que não vence o regional desde 2010. Em São Paulo, o Palmeiras não é campeão há 8 anos e o São Paulo há 11.

Ser campeão regional não significa sucesso garantido no Brasileirão.

Mas emoção mesmo é assistir a dança de técnicos no Brasileirão. Já a partir do primeiro jogo começa a contagem regressiva para as demissões. Neste momento, o melhor técnico do Brasil é Tite, do Corinthians, campeão brasileiro. Mas no ano passado, Marcelo de Oliveira era bicampeão pelo Cruzeiro, também o melhor do Brasil, e foi demitido após a 4ª rodada. Hoje está sem clube e até questionam a sua competência. Portanto, a profissão mais difícil do mundo é a de técnico de futebol no Brasil. Inacreditável como só um clube manteve o seu técnico durante os 38 jogos do campeonato passado. Foi o Corinthians de Tite. Mas alguns técnicos trocaram de clube várias vezes no mesmo campeonato. Doriva foi o caso mais curioso. Começou no Vasco da Gama como campeão carioca, foi demitido na 8ª rodada, iniciou novo trabalho na Ponte Preta à 17ª e à 29ª recebeu uma proposta do São Paulo, tendo partido para... nova demissão, na 34ª rodada, com apenas 5 jogos. Ou seja, treinou três clubes e mesmo assim terminou o campeonato no desemprego.

Tite (Corinthians), o melhor técnico do Brasil nos dias de hoje. Amanhã é outro dia.

Tite é, sem dúvida,o herói da longevidade, já com 2 anos e 5 meses no comando do Corinthians. Mas neste campeonato, o técnico mais antigo no clube é Givanildo Oliveira, contratado pelo recém promovido América Mineiro em setembro de 2014. Os restantes 18 técnicos deste campeonato ainda estão longe de completar 12 meses nos seus clubes. Dois deles trocaram de clube três vezes em um ano: Oswaldo de Oliveira começou o Brasileirão/2015 no Palmeiras, passou pelo Flamengo e agora inicia o de 2016 no Sport; Eduardo Baptista começou no Sport, passou pelo Fluminense e agora está na Ponte Preta. Quem ainda não sabe muito bem onde foi se meter é o português Paulo Bento, novo técnico do Cruzeiro, o 5º em um ano. Mas certamente já deve saber que no campeonato passado houve 35 trocas de técnicos em 38 jogos. Ou seja, praticamente um técnico foi demitido a cada rodada. Deve ser um recorde mundial. Os outros estrangeiros são o uruguaio Diego Aguirre, técnico do Atlético Mineiro, e o argentino Edgardo Bauza, técnico do São Paulo.

Muricy Ramalho (Flamengo) é o técnico do Brasileirão com mais títulos de campeão (4).

Argel Fucks (Internacional), Dorival Júnior (Santos), Paulo Autuori (Atlético-PR), Guto Ferreira (Chapecoense), Milton Mendes (Santa Cruz) e Givanildo Oliveira (América Mineiro) são os técnicos campeões estaduais e, portanto, iniciam este Brasileirão em alta. Mas também Aguirre e Bauza podem festejar um título antes de se concentrarem no campeonato. Basta vencer a Copa Libertadores. Para já Atlético Mineiro e São Paulo são adversários nos quartos de final. Em matéria de títulos, Muricy Ramalho, hoje no Flamengo, é o técnico mais vezes campeão. Venceu três campeonatos pelo São Paulo e um pelo Fluminense. Os outros campeões são Tite, duas vezes pelo Corinthians, Oswaldo Oliveira, uma vez também pelo Corinthians, e Paulo Autuori, uma vez pelo Botafogo. Então, que a bola comece a rolar o quanto antes, porque o povo está esperando. Cabe agora aos jogadores mostrarem que são bons mesmo. Estrelas? Juan (Flamengo), Fred (Fluminense), Robinho (Atlético Mineiro), Ganso (São Paulo), Guerrero (Flamengo)... e muitos emergentes.

Estrelas em fim de carreira: Juan (Flamengo), Robinho (Atlético-MG) e Fred (Fluminense)

31 agosto 2013

A volta!

Final da Copa das Confederações 2013: Brasil 3-0 Espanha.

E o Brasil voltou às vitórias! Venceu a Copa das Confederações pela 4ª vez.

Já a Espanha voltou à Terra, depois de algum tempo fora da realidade. É uma grande seleção, mas ainda terá de comer bastante feijão com arroz para reivindicar o estatuto de melhor da história. De qualquer forma, não é pela derrota com o Brasil (0-3) que deixará de ser umas das principais favoritas a vencer o Mundial'2014.  

E quem mais voltou?

Felipão também voltou! Ninguém mais duvida que ele é o homem certo para levar o Brasil novamente ao título de campeão do mundo.

Júlio César provou que ainda é o melhor goleiro do Brasil e um dos melhores do mundo. Voltou para ser, inquestionavelmente, o número 1 da "canarinha" até 2014.

Neymar, o melhor jogador da Copa das Confederações, agora menos individualista e mais solidário com a sua equipe, não voltou, porque já era cativo na seleção brasileira há muito tempo. Mas, depois de alguma desconfiança popular na sua real capacidade para conduzir o Brasil a grandes conquistas, voltou a ser o grande Neymar. Mostrou que sim, que ele é o cara! 

30 junho 2013

Brasil das Américas ou da Europa?


Que grande jogo, que grande final da Copa das Confederações poderemos ver hoje no renovado Estádio do Maracanã! De um lado, o melhor futebol da atualidade, a melhor seleção  do mundo nos últimos 5 anos; do outro, os donos da casa, o país do futebol, cinco vezes campeões do mundo, com a estima recuperada nesta competição, depois de 3 anos difíceis.   

A Espanha é a campeã do Mundo, em 2010, e a bicampeã da Europa, em 2008 e 2012. Portanto, sem dúvida alguma, são os melhores da atualidade! Mas sofreram muito para chegar a este nível. Antes, era apenas aquela "fúria espanhola" que sempre falhava nos momentos decisivos. Contudo, 2008 foi o ano da grande viragem, quando venceram o Europeu realizado na Áustria/Suíça, sob o comando de Luís Aragonés, que aproveitou bem a filosofia de jogo do Barcelona. Nesse mesmo ano, logo depois da seleção espanhola ser coroada  com o título de campeã europeia, Pep Guardiola iniciava o seu percurso de sucesso no Barcelona, encantando o mundo com um futebol de toque de bola único, o tiki-taka. Vicente Del Bosque, o substituto de Aragonés, manteve o mesmo sistema de jogo e, até agora, tem resultado em pleno, com o domínio do futebol internacional.

Os jogadores espanhóis dizem, humildemente, que praticam um futebol à moda do... Brasil. Mas acho que não. Eles praticam um futebol só deles, que é o tiki-taka do Barcelona. Na verdade, usando um palavreado bem brasileiro, tiki-taka nada mais é do que tentar fazer os adversários de "bobinhos", com mil passes para os lados, até conseguir entrar com a bola e tudo dentro do gol. Como curiosidade, em suas três últimas conquistas, a seleção espanhola marcou 30 gols, 28 deles dentro da área: Euro'2008, 12 gols, todos dentro da área; Mundial'2010, 8 gols, 6 dentro da área; finalmente, Euro'2012, 12 gols, todos dentro da área.

Muitos se tornaram fãs desse tipo de futebol, que tem realmente a sua beleza, mas também chega a ser irritante, sem graça. O futebol brasileiro prima, igualmente, pelo toque de bola e não só. Quanto ao que se pode considerar de futebol bonito, a meu ver, é aquele que tem um pouco de tudo, com belos passes de 40 metros, remates fulminantes de fora da área, rapidez na saída para o ataque, com a participação das alas, e claro, bonitas tabelas à entrada da área, dribles, etc. 

O Brasil dos últimos 3 anos perdeu muito do seu prestígio. Virou a seleção dos experimentos, com o técnico Mano Menezes a convocar mais de 100 jogadores em menos de 3 anos. Uma perda de tempo! Agora, com o regresso de Luiz Felipe Scolari, a seleção brasileira voltou a ter uma cara. Ele, com a sua experiência, viu que era importante formar novamente uma seleção dentro do campo e não um conjunto de jogadores bons. Por isso, Felipão, que já tinha sido campeão do mundo em 2002, não perdeu tempo. Em poucos meses montou um grupo de jogadores unidos e motivados, uma seleção novamente capaz de vencer qualquer adversário, inclusive esta Espanha. 

Individualmente, os jornalistas escolheram 6 candidatos a melhor jogador desta Copa das Confederações: Andrea Pirlo (Itália), Luis Suárez (Uruguai), Sergio Ramos (Espanha), Andrés iniesta (Espanha), Paulinho (Brasil) e Neymar (Brasil). Com Messi de férias, chegou a vez de Iniesta ou de Neymar serem coroados com uma Bola de Ouro. Mas esse Paulinho surpreende a cada dia e pode também ser decisivo na final. 

Da final, quem será o vencedor? O verdadeiro Brasil ou o Brasil da Europa? 

15 junho 2013

Confederações antes da Copa

FIFA.com

Começa hoje a FIFA Confederations Cup, Brasil 2013. É a Copa das Confederações e acontecerá precisamente no país do futebol – o Brasil. Será um aperitivo para a Copa do Mundo do próximo ano, também no Brasil. Assim, enquanto a Copa não vem, aproveitemos a festa das Confederações.

A Espanha é o alvo a abater. Campeã do mundo em 2010, na África do Sul, foi também campeã da Europa duas vezes seguidas, em 2008 e 2012. Com grandes estrelas como Xavi, Iniesta ou Casillas, o seu modelo de jogo é inspirado no tiki-taka do Barcelona e dizem os mais fanáticos que esta é a melhor seleção de todos os tempos. Quem diz isso deve imaginar que o Messi do Barcelona também joga pela Espanha, porque esquecer o Brasil de 1970, com Pelé e Cia., e até o Brasil de 1982, com Zico, Sócrates e Falcão, é viver em outro planeta. Se for pelo jogo bonito, esta Espanha está a anos luz do futebol arte que o Brasil de 70 e 82 mostrou ao mundo. Se for pelos títulos, é certo que a geração brasileira de 82 não ganhou nada, mas a de Pelé venceu 3 Copas do Mundo, contra apenas uma da Espanha. Por isso, nada de brincadeiras. O melhor jogador de todos os tempos é ainda Pelé e a melhor seleção o Brasil de 70.

Grande vencedora dos últimos anos, a Espanha é o alvo a abater.

Quanto ao Brasil atual, é uma incógnita o que poderá fazer. Ninguém duvida do nível dos seus jogadores, mas basta ver a posição que ocupa no ranking da FIFA, numa distante 22ª posição, para nos faltar a coragem de dizer com firmeza que a taça ficará em casa. Dos oito participantes nesta Copa das Confederações, quatro seleções estão à frente do Brasil: Espanha (1ª), Itália (6ª), México (17ª) e Uruguai (19ª).

Portanto, neste ranking da FIFA, o Brasil só está melhor posicionado que Nigéria (31ª), Japão (32ª) e Taiti (138ª). Mas o Brasil é o Brasil e tendo no comando o experiente Luís Filipe Scolari, campeão do mundo em 2002, e no terreno de jogo a estrela Neymar, pode muito bem vencer esta Copa das Confederações pela 4ª vez, ainda por cima jogando em casa. 

Seleção do Brasil, atual 22ª do ranking da FIFA. 

Outras seleções com uma palavra a dizer nesta prova são a Itália, tri-campeã do mundo, o México, que nos últimos tempos se especializou em ganhar do Brasil, o Uruguai, atual campeã sul-americana, e o Japão, a primeira seleção a se qualificar para o Mundial do Brasil/2014. A Nigéria, que costuma mostrar um futebol atrativo, ainda nem chegou ao Brasil porque os seus jogadores entraram em greve, reivindicando dinheiros atrasados. Mesmo assim, nunca se sabe onde podem chegar. Quanto ao Taiti, veio alegremente participar da festa.

O jogo de abertura será entre Brasil e Japão, na bela cidade de Brasília. O palco é o Estádio Nacional Mané Garrincha, hoje totalmente remodelado e com capacidade para cerca de 70 mil pessoas. As outras cidades-sede são Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte e o Rio de Janeiro, que receberá a final, no Estádio do Maracanã, a 30 de junho. 

Grupo A: Brasil, Japão, México e Itália.
Grupo B: Espanha, Uruguai, Taiti e Nigéria.

Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

31 maio 2013

E Neymar preferiu... Messi!

mundodeportivo.com

O mundo inteiro queria Neymar. Ele e o Santos pareciam estar em sintonia e diziam que uma eventual transferência só aconteceria depois da Copa de 2014. De repente, tudo mudou! Neymar teve pressa e aquela intransigência do Santos se transformou em medo de perder a sua pérola a custo zero, caso não o deixasse sair agora. E de todos os grandes clubes interessados na sua contratação, Neymar escolheu... Messi!

Na verdade, o novo clube de Neymar é o Barcelona. Foi uma boa escolha? Claro que sim. Quem não gostaria de jogar lá? Ainda por cima num clube que já consagrou muitos brasileiros. Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho foram os melhores do mundo jogando pelo Barcelona. Portanto, é uma escolha natural. Mas, certamente, o que mais empolgou Neymar foi a possibilidade de jogar ao lado de Messi.

E que dupla arrasadora poderemos ver naquele ataque do Barcelona! Se antes, Messi já resolvia os jogos praticamente sozinho, tendo Neymar a seu lado, fica difícil imaginar o que poderá acontecer. Se com um extraterrestre o Barcelona era praticamente imbatível, com dois então os adversários nem terão coragem de entrar em campo.

Mas, por vezes, o futebol é surpreendente. Nem tudo o que parece maravilhoso no papel é o que acontece dentro do campo. Johan Cruyff, a grande figura do passado do Barça, referiu que um barco não pode ter dois comandantes. E essa é mesmo a grande dúvida. Será que dois super craques cabem no mesmo time? Talvez sim, talvez não. Uma coisa parece certa. Dificilmente Neymar será o melhor do mundo jogando no Barcelona de... Messi.

02 abril 2013

Nigéria campeão!


As Super Águias não eram os principais favoritos. Nem os próprios nigerianos acreditavam muito na sua seleção. Mas a Nigéria é sempre a Nigéria! Mesmo passando em 2º lugar no seu grupo, quando veio a fase do "mata-mata", tanto Costa do Marfim quanto Mali não foram capazes de travar a sua bela caminhada até à final, para enfrentar e vencer a surpreendente Burkina Faso. Com apenas 1-0, a Nigeria conquistou o seu 3º título de campeão da CAN (Copa de África das Nações) e com todo o mérito. 

O grande destaque individual dessa CAN foi o médio Jonathan Pitroipa do Burkina Faso, eleito pela crítica como o melhor jogador. Emmanuel Emenike, da Nigéria, foi o melhor marcador com 4 gols. Quem também merece elogios é o técnico campeão, Stephen Keshi, sem dúvida o grande obreiro dessa brilhante conquista nigeriana. Muito criticado no seu país, saiu de lá com a cabeça a prêmio e regressou como herói.


A seleção de Cabo Verde foi outra das grandes revelações da prova. É preciso ir até 1974 para vermos um país estreante e não organizador da prova conseguir passar para a 2ª fase. Portanto, Cabo Verde entrou para a história novamente, ao alcançar os quartos de final logo na sua primeira participação. Mas até onde chegaria esse pequeno país se pudesse contar com Nani (Manchester United), Rolando (Napoles), Varela (Porto), Eliseu (Málaga), Miguel (Valência), Manuel Fernandes (Fenerbahçe) e Nélson (Palermo), ambos cabo-verdianos e internacionais por Portugal, e ainda o também cabo-verdiano Gelson Fernandes (Sion), internacional pela Suiça. Mesmo assim, quem assistiu ao bom futebol praticado pelos Tubarões Azuis, nunca mais esquecerá do tranquilo e seguro goleiro Vozinha (Progresso de Zambizanga, Angola); da bela dupla de centrais formada por Nando (Châteauroux, França) e Fernando Varela (Vaslui, Romênia); no meio campo, o forte Marco Soares (Omonia Nikosia, Chipre) e o fino, de técnica e visão de jogo, Babanco (Olhanense, Portugal); mais o trio infernal de ataque, os rápidos e elétricos Platini (Santa Clara, Portugal), Héldon (Marítimo, Portugal) e Ryan Mendes (Lille, França). Grande mérito também para o seu jovem técnico, o controlador de tráfego aéreo Lúcio Antunes.

O onze ideal da CAN' 2013, escolhido pelos jornalistas presentes, foi: Vincent Enyeama [Nigéria; Maccabi Tel Aviv (Israel)]; Efe Ambrose [Nigéria; Celtic Glasgow (Escócia)], Bakary Koné [Burkina Faso; Lyon (França)], Nando [Cabo Verde; Châteauroux (França)] e Siaka Tiené [Costa do Marfim; PSG (França)]; Jonathan Pitroipa [Burkina Faso; Rennes (França)], John Obi Mikel [Nigéria; Chelsea (Inglaterra)], Seydou Keita [Mali; Aerbin Dalian (China)] e Victor Moses [Nigéria; Chelsea (Inglaterra)]; Asamoah Gyan [Gana; Al Ain (Emirados Árabes Unidos)] e Emmanuel Emenike [Nigéria; Spartak Moscow (Rússia)]. 

Imagem da CAN: Lúcio Antunes, técnico de Cabo Verde, rumo aos 1/4 de final.

19 janeiro 2013

CAN' 2013


Começa hoje, na África do Sul, a XXIXª Edição da CAN (Copa de África das Nações). Cabo Verde é a grandes surpresa e a única seleção estreante na competição. Egito (7 vezes campeão) e Camarões (4 vezes campeão) são os grandes ausentes.

São 16 participantes, distribuídos em 4 grupos:

Grupo A
Nome de Guerra
FIFA *
Presenças
Títulos
África do Sul
Bafana Bafana
85º
7
1
Angola
Palancas Negras
78º
6
0
Marrocos
Leões do Atlas
74º
14
1
Cabo Verde
Tubarões Azuis
70º
0
–

Grupo B
Nome de Guerra
FIFA *
Presenças
Títulos
Gana
Estrelas Negras
26º
18
4
Mali
Águias
25º
7
0
Níger
Menas
97º
1
0
RD Congo
Leopardos
101º
15
2

Grupo C
Nome de Guerra
FIFA *
Presenças
Títulos
Zâmbia
Chipolopolo
39º
15
1
Nigéria
Super Águias
52º
17
2
Burkina Faso
Garanhões
92º
8
0
Etiópia
Antílopes Walya
110º
9
1

Grupo D
Nome de Guerra
FIFA *
Presenças
Títulos
Costa do Marfim
Elefantes
14º
19
1
Tunísia
Águias de Cartago
53º
15
1
Argélia
Raposas do Deserto
22º
14
1
Togo
Gaviões
77º
7
0
* Ranking da FIFA, atualizado em jan/2013

É de esperar uma grande competição. Ainda por cima organizada pela África do Sul, depois do sucesso que foi o Mundial de 2010. Que comece a festa então!

13 dezembro 2012

Um clube para Neymar


De quando em vez, um grande nome do futebol brasileiro e mundial dá a sua opinião sobre o futuro de Neymar. Lá fora, todos desejam a sua ida imediata para um grande da Europa. No Brasil, uma das personalidades mais autorizadas para falar do assunto é o fenômeno Ronaldo. Para ele, Neymar já lá devia estar há muito tempo. Só assim poderá concorrer com Messi e Cristiano Ronaldo pelo título de melhor do mundo.

Dentro do Santos, o grande Pelé acha que Neymar devia fazer toda a sua carreira no Brasil. O presidente do clube se esforça ao máximo para manter a sua jóia, pelo menos até 2014, quando ocorrer o mundial da FIFA. Entretanto, o técnico santista, Muricy Ramalho, acaba de traçar o melhor caminho para o craque, numa entrevista aos meios de comunicação espanhóis. "Oxalá Neymar e Messi venham a jogar juntos no Barcelona. Seria a coisa mais linda do futebol", disse ele.

Sim, é verdade! Uma dupla formada por Messi e Neymar seria maravilhosa, imbatível, aterrorizante! 

Mas cuidado! Essa dupla seria fantástica sim, mas no... playstation. No mundo real, dificilmente poderia dar certo.

Neymar é o grande craque do Brasil, um talento puro, com argumentos suficientes para se tornar um dos melhores ou até o melhor de todos os tempos. Portanto, estamos falando de um protagonista, um ator a quem deve ser confiado o papel principal e nunca o de coadjuvante.  

Seria difícil Neymar assumir o papel principal no Barcelona ou no Real Madrid

Messi é o melhor do mundo e o protagonista inquestionável do Barcelona. Está lá desde os 13 anos, pelo que, dificilmente chegará alguém capaz de assumir o papel principal. Há pouco tempo, Johan Cruyff, outra grande referência do clube, foi curto e grosso ao dizer, com todas as letras, que o Barcelona não precisa de Neymar. Por isso, o Muricy Ramalho não devia ser tão inocente, logo ele, a pessoa mais indicada para aconselhar Neymar. E o melhor conselho, caso ele saia mesmo do Brasil, seria escolher outro caminho que não o de Barcelona. Aí ele não passará de um ótimo coadjuvante.  

No Real Madrid também, o papel de protagonista não seria nada fácil. Cristiano Ronaldo é hoje o segundo melhor do mundo e tem números impressionantes no clube, com mais gols que jogos. Portanto, seria muito difícil para Neymar alcançar o papel principal. Mesmo assim, é provável que tivesse a vida mais facilitada em Madrid que em Barcelona. Cristiano é mais velho (27 anos) e não tem as mesmas raízes no Real Madrid como tem Messi (25 anos) no Barcelona. Embora Neymar só tenha 20 anos, se quer mesmo fazer história como lenda maior do futebol, não dá para esperar muito. Tem de começar já como protagonista, jogando na Europa e contra os seus principais adversários - Messi e Cristiano Ronaldo.

Clubes de tradição para Neymar: Juventus, Milan, Internazionale e Manchester United

Além de Barcelona e Real Madrid, quais são os outros clubes europeus com tradição e dinheiro para contratar Neymar? Se a Espanha ficar de fora pelos motivos já mencionados, sobram Itália e Inglaterra, ou seja, Juventus, Milan, Internazionale e Manchester United. Também existem clubes sem muita tradição, mas com rios de dinheiro para dar a Neymar o que ele precisa - conta bancária e um time competitivo. São os casos de Chelsea, Manchester City e o emergente Paris Saint-Germain (PSG).

Clubes com rios de dinheiro para Neymar: Chelsea, Manchester City e PSG

Em todos esses clubes, Neymar já chegaria como protagonista e começaria a desempenhar o papel principal logo no primeiro jogo. Mas se ele embarcar no entusiasmo de Muricy Ramalho, imaginando a coisa linda que seria jogar futebol ao lado do Messi no Barcelona, poderá realmente quebrar a cara. Que brasileiro gostaria de ver o seu grande ídolo relegado a um papel secundário, ofuscado pelo protagonismo de um argentino? 

Uma possibilidade bem estimulante para Neymar, seria vencer a Copa do Mundo com a seleção brasileira, já em 2014, melhor ainda se a final fosse contra a Argentina. Messi virá com tudo para conquistar o único título que lhe falta - a Copa do Mundo. Mas se Neymar conduzir o Brasil ao Hexa, não só vencerá o duelo com Messi, como também estará habilitado a entrar no covil do inimigo para roubar o protagonismo do argentino, aí mesmo, no Barcelona. É assim que ele deve pensar, como adversário e não como anjinho.

Neymar x Messi: Quem vencer o Mundial/2014 será protagonista por muito tempo